Expositor Responsável: Astrid Sayegh
Horário: Terças-Feiras das 17h00 às 18h30 – ON-LINE – Tempo das Aulas: 1h30min
Duração: 4 semanas – Início: 07/07/2026 até 28/07/2026 (toda 3ª feira 1 vez por semana)
MATERIAL DIDÁTICO | CORPO DOCENTE | INSCRIÇÕES (ENCERRADAS)
CONTEÚDO PROGAMÁTICO
A MEMÓRIA DO REINO DE DEUS
A memória consiste em um termo bastante diverso do comum, dadas as suas múltiplas implicações. Para uns trata-se de uma questão abstrata, para outros reside na tendência de guardar nos refolhos da consciência fatos do passado.
Para a Filosofia Espírita consiste em um ser real, e que habita a alma, uma tendência luminosa de guardar os refolhos do passado para sempre. Mas como podemos definir o passado? Aquilo que não é mais, aquilo que deixa de ser, pois perece, ou ainda a tendência a manter em si o que é, a aléthea original, consoante o conceito grego.
Poucos definem esse processo, pois a têm no corpo, qual um registro indelével, e que com a morte se esvai. Imaginemos uma esfera de cristal que transcenda infinitamente seu ser, a ponto de guardar em seus refolhos todos o registro de suas experiências.
Seriam as nossas experiências altaneiras ou inóspitas? Certamente a qualidade influi muito na concepção do ser, ou na bagagem que caracteriza nosso ser.
A partir disto, poder-se-ia perguntar, qual a bagagem mais altaneira que caracteriza o ser? Presente, passado ou o futuro? A partir da noção bergsoniana do tempo, entenderíamos que tudo dura sem cessar. A duração define, portanto, a temporalidade do Espírito, que não se esvai, pelo contrário acrescenta sempre um momento novo a um estado anterior.
A partir disto, como definir a célebre afirmação de Jesus, segundo a qual o Reino de Deus está em nós? A que Reino se refere o amorosa Mestre? Quem reina, quem decide? Quem legisla? Por que empregaria o Mestre da Galileia esse termo?
A partir disto, poderíamos dizer que o ser-memória é o real, ou apenas um acervo de circunstâncias? O que é o Real? A partir disto, como podemos conceber a natureza do homem ou do Espírito? Seriamos sempre os mesmos, ou seriamos sempre outros? Efetivamente, Heráclito ou Parmênides definem a natureza humana? E Platão? Algum filósofo responderia a essas questões? Como Jesus define o Reinado?
Essas e outras questões passaremos a trasladar juntos.
Sejam todos bem-vindos!